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PCMAT

domingo, 6 de fevereiro de 2011


O QUE É PCMAT? 

O PCMAT (Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção) é um plano que estabelece condições e diretrizes de Segurança do Trabalho para obras e atividades relativas à construção civil.
QUAIS SÃO OS OBJETIVOS DO PCMAT?
  • Garantir, por ações preventivas, a integridade física e a saúde do trabalhador da construção, funcionários terceirizados, fornecedores, contratantes, visitantes, etc. Enfim, as pessoas que atuam direta ou indiretamente na realização de uma obra ou serviço;
  • Estabelecer um sistema de gestão em Segurança do Trabalho nos serviços relacionados à construção, através da definição de atribuições e responsabilidades à equipe que irá administrar a obra.
EM QUAIS OBRAS É NECESSÁRIA A ELABORAÇÃO DO PCMAT?
A legislação aplicável ao assunto é a Portaria 3214/78 do Ministério do Trabalho e Emprego, que contempla a Norma Regulamentadora nº 18 (NR-18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção). Esta, em seu item 18.3.1, especifica a obrigação da elaboração e implantação do PCMAT em estabelecimentos (incluindo frente de obra) com 20 trabalhadores (empregados e terceirizados) ou mais.
COMO É ELABORADO O PCMAT?
A elaboração do programa se dá pela antecipação dos riscos inerentes à atividade da construção civil. De modo semelhante à confecção do PPRA, (item 18.3.1.1 – “O PCMAT deve contemplar as exigências contidas na NR-9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais” ), são aplicados métodos e técnicas que têm por objetivo o reconhecimento, avaliação e controle dos riscos encontrados nesta atividade laboral.
A partir deste levantamento, são tomadas providências para eliminar ou minimizar e controlar estes riscos, através de medidas de proteção coletivas ou individuais.
É importante que o PCMAT tenha sólida ligação com o PCMSO (Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional), uma vez que este depende do PCMAT para sua melhor aplicação.
QUEM PODE ELABORAR UM PCMAT?
De acordo com a NR-18, em seu item 18.3.2, somente poderá elaborar um PCMAT profissional legalmente habilitado em Segurança do Trabalho.
QUAL O ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PCMAT?
A elaboração do PCMAT é realizada em 5 etapas:
1. Análise de projetos
É a verificação dos projetos que serão utilizados para a construção, com o intuito de conhecer quais serão os métodos construtivos, instalações e equipamentos que farão parte da execução da obra.
2. Vistoria do local
A vistoria no local da futura construção serve para complementar a análise de projetos. Esta visita fornecerá informações sobre as condições de trabalho que efetivamente serão encontradas na execução da obra. Por exemplo: verificar o quanto e em que local haverá escavação, se há demolições a serem feitas, quais as condições de acesso do empreendimento, quais as características do terreno, etc.
3. Reconhecimento e avaliação dos riscos
Nesta etapa é feito o diagnóstico das condições de trabalho encontradas no local da obra. Surgem, então, a avaliação qualitativa e quantitativa dos riscos, para melhor adoção das medidas de controle.
4. Elaboração do documento base
É a elaboração do PCMAT propriamente dito. É o momento onde todo o levantamento anterior é descrito e são especificadas as fases do processo de produção. Na etapa do desenvolvimento do programa têm de ser demonstradas quais serão as técnicas e instalações para a eliminação e controle dos riscos.
5. Implantação do programa
É a transformação de todo o material escrito e detalhado no programa para as situações de campo. Vale salientar que, de nada adianta possuir um PCMAT se este servir apenas para ficar “na gaveta”.
O processo de implantação do programa deve contemplar:
  • Desenvolvimento/aprimoramento de projetos e implementação de medidas de controle;
  • Adoção de programas de treinamento de pessoal envolvido na obra, para manter a “chama” da segurança sempre acesa;
  • Especificação de equipamentos de proteção individual;
  • Avaliação constante dos riscos, com o objetivo de atualizar e aprimorar sistematicamente o PCMAT;
  • Estabelecimento de métodos para servir como indicadores de desempenho;
  • Aplicação de auditorias em escritório e em campo, de modo a verificar a eficiência do gerenciamento do sistema de Segurança do Trabalho.
QUAIS ELEMENTOS QUE DEVEM CONSTAR NO DOCUMENTO BASE?
1. Comunicação prévia à DRT (Delegacia Regional do Trabalho)
  • Informar:
    • Endereço correto da obra;
    • Endereço correto e qualificação do contratante, empregador ou condomínio;
    • Tipo de obra;
    • Datas previstas de início e conclusão da obra;
    • Número máximo previsto de trabalhadores na obra.
Obs.: Em duas vias, protocolizar na DRT ou encaminhar via correio com AR (Aviso de Recebimento).
2. O local
  • Entorno da obra
    • Moradias adjacentes;
    • Trânsito de veículos e pedestres;
    • Se há escolas, feiras, hospitais, etc.
  • A obra
    • Memorial descritivo da obra, contendo basicamente: Número de pavimentos; área total construída; área do terreno sistema de escavação; fundações; estrutura; alvenaria e acabamentos; cobertura
3. Áreas de vivência
  • Instalações sanitárias;
  • Vestiário;
  • Local de refeições;
  • Cozinha;
  • Lavanderia;
  • Alojamento;
  • Área de Lazer;
  • Ambulatório.
4. Máquinas e equipamentos
  • Relacionar as máquinas e equipamentos utilizados na obra, definindo seus sistemas de operação e controles de segurança.
5. Sinalização
  • Vertical e horizontal (definindo os locais de colocação e demarcação)
6. Riscos por fase da obra
  • Atividade x Risco x Controle
  • Fases da obra
    • Limpeza do terreno;
    • Escavações;
    • Fundações;
    • Estrutura;
    • Alvenaria e acabamentos;
    • Cobertura.
7. Procedimentos de emergência
  • Para acidentes:
    • Registrar todos os acidentes e incidentes ocorridos na obra, criando indicadores de desempenho compatíveis.
  • Anexar mapa para hospital mais próximo;
  • Disponibilizar telefones de emergência.
8. Treinamentos
  • Listar os assuntos que serão abordados considerando os riscos da obra (preferencialmente a cada mudança de fase de obra);
  • Emitir Ordens de Serviço por função;
  • CIPA: Constituir se houver enquadramento. Caso contrário indicar pessoa responsável.
9. Procedimentos de saúde
  • Referenciar a responsabilidade da execução do PCMSO;
  • Encaminhar ao médico coordenador os riscos na execução da obra.
10. Cronograma
  • Cronograma físico/executivo;
  • Estimativa de quantidade de trabalhadores por fase ou etapa da obra;
  • Cronograma de execução de proteções coletivas;
  • Cronograma de uso de EPI's;
  • Cronograma das principais máquinas e equipamentos.
11. Croquis/ilustrações (Em Anexo)
  • Layout do canteiro de obras;
  • Equipamentos de proteção coletiva – EPC's;
  • EPI's;
  • Proteções especiais;
  • Detalhes construtivos;
  • Materiais;
  • Etc
Fontes: Web

 Todo mundo já ouviu aquele ditado “ O barato pode sair caro”, mais muitas pessoas ainda insistem em preferir as coisas mais em conta, nem sempre isso é o melhor para resolver os nossos problema. No caso da construção civil por exemplo, se optarmos por apenas mandar um pedreiro mais barato, “boca de porco”, para executar uma obra, mesmo que seja ele de pequeno porte, poderá causar grandes prejuízos futuros como  nos exemplos abaixo:

 Falta de um bom projeto arquitetônico.
                                                                                                         Falta de uma melhor
                                                                                                                elaboração
                                                                                                         do projeto para escada



Esse é o exemplo clássico que acredito que quase todos que fazem curso da área civil já tenham visto essa imagem, de total falta de qualidade na execução da uma escada.


coloquei imagens de escadas pois na execução de escadas é onde ocorre mais erros por partes dos profissionais menos qualificados, por isso não compensa economizar tanto no valor da mão de obra, para ter produto final que seja totalmente indesejável e podendo até mesmo trazer riscos para os usuários, por isso fica a dica, devemos sim economizar na hora de construir ou reformar, porém economizar, contratando mao de obra com qualificação, pois sabemos muito bem dos riscos de um projeto mau elaborado, um projeto mau executado, portanto antes de construir ou reformar vale muito fazer uma pesquisa de mercado mesmo que seja para fazer um puxadinho em sua casa.



Em nosso meio de trabalho, temos vários setores lucrativos, e a área de desenhos " projetos" é uma delas, muitos profissionais, entram na área da construção, através dos projetos, prestando serviços particulares para engenheiros, arquitetos ,etc.
Essa área é bem interessante para se atuar, porem exige bastante dedicação e  atenção, um dos grandes desafios dos profissionais deste setor é a desvalorização que muitos clientes ainda insistem em ter em relação a este tipo de mão de obra que cresce a cada dia mais.
Nome popular
Os desenhista, projetista, são popularmente  conhecidos como cadistas, pelo fato de trabalharem com o auto CAD, que é uma das principais ferramentas utilizadas na hora de se fazer um projeto. Normalmente os mais cadistas mais qualificados tem uma certa formação na área da construção civil, muitos são técnicos em construção civil/edificações, ou em outros tipos de cursos relacionados a área.
Se especializar em  projetos compensa?


Infelismente poucos profissionais desta área recebem uma  remuneração justa, os arquitetos engenheiros,  não costumam pagar de forma justa a elaboração de projetos que em muitas das vezes esses profissionais não tem  trabalho algum para elaborar os projetos que são totalmente feitos projetistas, por isso seria necessário uma remuneração mais justa, antes que esse tipo de mão de obra entre em escassez, e desta forma ai sim  os profissionais de nível superior irão remunerar de forma justa os profissionais da área de desenhos.
Tendo em vista estes aspectos, vai de cada um saber se compensa ou não atuar na área de desenhos, pois os desafios são muitos, fica a dica, se querem atuar nesta área forme um vinculo de profissionais , que sejam justos na hora de remunerar os seus serviços, e outra coisa mais vale fazer vários projetos pequenos com boas remunerações do que grandes projetos com profissionais que não valorizam o seu trabalho.

Escoramentos Metálicos

terça-feira, 18 de janeiro de 2011




"A construção civil encontra-se no caminho para a industrialização de processos, buscando alta produtividade, aliada a redução de custos, etapas de execução na obra e potencialização do lucro. O escoramento metálico constitui uma ferramenta importante para viabilizar a concretização destes objetivos”. O sistema substitui, com vantagens, o uso de escoramentos em madeira nas obras, como redução de resíduos e prática mais sustentável. 


Especificação
O primeiro passo para uma especificação é conhecer os tipos de escoramentos existentes no mercado e planejar a execução da obra, com um cronograma bem elaborado. “O ideal é verificar as necessidades de escoramento para cada trecho ou pavimento, e definir o tipo mais adequado”, explica a engenheira, lembrando que esse estudo deve ser feito no momento da elaboração dos projetos estruturais. 

As empresas fornecedoras ajudam a analisar as etapas de concretagem, a fim de estabelecer os remanejamentos dos equipamentos na obra, reduzindo custos de locação. Outra medida interessante para redução de custos é prever a devolução imediata das peças, que ficarão ociosas no canteiro.

Normas técnicas
“Atualmente, no Brasil, não existe norma técnica específica para a execução dos escoramentos. Para os cálculos e especificações são seguidas as orientações de várias normas da ABNT e algumas internacionais”. Situação que deve mudar a médio prazo, pois a Abrasfe  - Associação Brasileira das Empresas de Sistemas de Fôrmas e Escoramentos vem estudando, em parceria com empresas do setor, uma norma que englobe todos os procedimentos necessários para locação dos equipamentos, como procedimentos de montagem, especificações dos materiais, cálculos das cargas atuantes nos equipamentos, estocagem das peças e segurança no manuseio.

Tipos de Escoramentos
“Atualmente o mercado mundial apresenta inúmeros tipos de escoramentos, e o mercado brasileiro não tem ficado para trás, em tecnologia de ponta para fornecer soluções para as mais atípicas situações das obras modernas”, . Os profissionais da área  recomendam que a escolha deve se pautar pela solução que traga economia, segurança e produtividade.

Abaixo, são apresentados os tipos e funções dos equipamentos para escoramento mais usuais:

Escora e Perfis
O sistema é composto por escoras, que servirão de postes de apoio para os perfis primários, também chamados de guias, e barroteados com perfis secundários, conforme espaçamento obtido pela espessura do compensado adotado. “As escoras podem ser usadas para escoramento de lajes e vigas - quando usadas em vigas necessitam de peças adicionais para a execução da mão francesa. O espaçamento das escoras deve ser calculado em função da estruturação do fundo da viga”, ensina a engenheira.



As escoras são compostas de tubos que se encaixam no sistema macho e fêmea e formam a escora. A capacidade de carga das escoras varia conforme diâmetro e espessura dos tubos que a compõem, e a abertura (pé direito). A abertura das escoras comuns pode variar, dependendo do fornecedor, de 1,80 m a 4,15 m. Quanto maior a abertura da escora, menor a carga admissível que ela suporta, podendo variar de  de 0,6 tf a 2,5t. 


Escoras e perfis de encaixe
Este sistema consiste na montagem de perfis metálicos que se encaixam entre si, sobre as escoras. Pode ser usado em lajes maciças, porém é o mais indicado quando as lajes são nervuradas, com cubas. Nas lajes nervuradas o sistema não necessita de assoalho, porém, a montagem em cima do escoramento forrado com compensado reduz o risco de acidentes e aumenta a produtividade.



“Uma boa solução é o uso de painéis modulares tipo deck, pois além de facilitar a montagem, com o sistema de dropheads (escoras que mantêm contato permanente com a laje evitando deformações indesejáveis) acelera-se a desenforma, necessitando locar menor quantidade de cubas”. A montagem e o cálculo do escoramento seguem os mesmos procedimentos da laje comum, porém, para o cálculo da carga da laje, é preciso considerar os dados do fornecedor de cubas ou materiais inertes.


Torres de carga
“As torres de cargas são destinadas às obras com pé direito alto ou escoramentos pesados, onde o uso de escoras não proporcionará a estabilidade necessária. Indicado para escoramentos de lajes e vigas, é composto pela montagem das torres de carga e barroteamento com perfis primários e secundários. Quando o pé-direito da obra permitir, as torres de cargas poderão ser  mescladas com escoras, proporcionando ganho na produtividade e menor custo no valor do escoramento.

Torre de tubo e braçadeira
As torres de encaixe rápido e as torres de tubo e braçadeira são os equipamentos mais utilizados e adequados para a montagem de andaimes de acesso. As torres de encaixe rápido têm a mesma função das torres de carga comuns, tendo a vantagem de maior flexilidade na montagem, porém o seu custo é alto. “Já as torres de tubo e braçadeira não são as mais adequadas para escoramentos comuns, devido a sua baixa produtividade na montagem. É indicada somente para escoramentos onde o espaço para montagem é restrito, ou quando as cargas sobre o escoramento ultrapassam as cargas admissíveis das torres normais”, explica.



Sistema Deck

“As fôrmas do tipo Deck são o mais moderno sistema de fôrmas para laje do mundo. Este sistema, quando bem elaborado e com estrutura adequada, proporciona resultados excepcionais no aumento da produtividade e na qualidade do acabamento de estruturas”, este tipo de equipamento é indicado para escoramentos de laje planas ou que possuem poucas vigas. 

“Quanto maior a quantidade de vigas, maior será a quantidade de arremates que deverão ser feitos e menor o aproveitamento das fôrmas modulares. Este sistema é composto por painéis de alumínio, forrados com compensado plastificado. Os painéis são montados sobre escoras e apoiados em Suportes de Painel e Dropheads, que são fixados nas escoras através de pinos”, orienta. A montagem deste equipamento dispensa mão de obra especializada e reduz diversos custos diretos dentro de cada obra.

Treliças
O escoramento de laje com peças treliçadas é indicado quando não é possível, ou desejável, que o apoio do escoramento das lajes saia diretamente do chão. “As treliças são bastante utilizadas para fazer vãos para passagem de pedestre ou veículos. Consiste na montagem de peças treliçadas apoiadas nas laterais de fôrma de viga. Sobre as peças é posicionado o barroteamento secundário das lajes. As peças treliçadas permitem fazer lajes com vão entre 1,50 m a 5,5 m, dependendo do fornecedor”, diz, informando que o apoio nas vigas, feito sobre guias de madeira, deve ser executado com atenção para evitar o risco de acidentes. “Na estrutura metálica, a solução de treliças é muito interessante, porque as vigas metálicas servem de apoio, sem necessidade de apoiar o escoramento no chão”.
Em geral este tipo de produto é uma grande inovação, e uma forma de minimizar os custos e de acelerar o processo de desenvolvimento da obra.



Trincas e fissuras ocupam o segundo lugar entre os defeitos mais comuns na construção civil, perdendo apenas para os problemas de umidade.
Elas são causadas pela movimentação de materiais e componentes da construção e, em geral, tendem a se acomodar. 
Podem ainda ser conseqüência da ocorrência de vibrações na área.
Somente devem causar preocupação quando sua abertura ultrapassa 3,2mm.
Apesar de ser difícil avaliar o problema sem conhecer a situação, normalmente as trincas de lajes que denunciam fragilidade na estrutura podem ser identificadas quando formam ângulo de 45º em relação à laje, são próximas aos cantos e se dirigem ao centro da laje.
Outro tipo que apresenta risco é a trinca que não toca a parede. 
Fissuras em forma de flor próximas a um pilar ou as que lembram flechas também merecem cuidado. Já trincas isoladas, que atinjam a parede, não devem preocupar muito.

Para tentar eliminar problemas dessa natureza de pequena grandeza, sugere-se:
a) para pequenas fissuras, a solução tradicional é retocar o reboco usando argamassa ou massa acrílica, mas as fissuras podem reaparecer. Outra alternativa é passar tinta elastomérica pura na região e depois aplicar duas ou três demãos do mesmo produto, diluído conforme indicação do fabricante.
b) para pequenas trincas, formar, sobre ela, um "V", com uma ferramenta chamada abre-trinca, ultrapassando 10cm em cada extremidade. Limpar a superfície e aplicar fundo preparador de paredes. Preencher a fenda com sela-trinca ou argamassa e colocar uma tela de poliéster. Acertar com massa e usar tinta elastomérica.
Para prevenir, asa trincas e fissuras, devemos usar durante a construção das alvenaria ferro cabelo, na junção das alvenarias, pois desta forma evita se que a trinca consiga prosseguir no decorrer da parede, há também outras formas de prevenir as trincas como o uso de telas próprias para esta finalidade.


Na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) os resíduos da indústria sucro-alcooleira - fibra do bagaço de cana-de-açúcar e as cinzas resultantes da queima do bagaço em caldeiras - estão sendo aproveitados na produção de fibrocimento, material de construção usado na fabricação de produtos como telhas, caixa d'água e divisórias.
O método consiste em substituir alguns dos componentes que formam o fibrocimento pela fibra do bagaço da cana e pelas cinzas.
Segundo o pesquisador Ronaldo Soares Teixeira, autor do trabalho, a intenção foi buscar uma nova forma de aproveitar esses resíduos, normalmente descartados pela indústria sucro-alcooleira.
"Eles normalmente são subaproveitados. Parte do bagaço é queimada em caldeiras, tornando-se cinzas; o bagaço até tem outros empregos, como nas rações para animais, mas a maior parte é descartada", comenta o pesquisador. Ele estima que, de cada tonelada de cana-de-açúcar processada, 260 quilos são transformados em bagaço.
Fibrocimento alternativo
Normalmente, o fibrocimento é composto por cimento, sílica ativa, água, polpa celulósica como reforço secundário e fibra sintética, como PVA e PP (tipos de plástico).
O estudo de Teixeira utilizou a fibra do bagaço de cana como um reforço na produção de fibrocimento, enquanto as cinzas substituíram 30% do cimento em massa.
"A cinza apresenta grande concentração de sílica, que tem comportamento de cimento pozolânico. A cinza, em contato com a água e em conjunto com cal hidratada, forma um composto aglomerante, ou seja, ela endurece", explica Teixeira.
Após vários testes, o pesquisador comprovou que o fibrocimento produzido com resíduos sucro-alcooleiros é viável e apresentou resistência similar ao material produzido nas indústrias. O fibrocimento da pesquisa passou por dois processos de cura (endurecimento).
Com isso, o pesquisador testou a resistência do material sob condições de calor e umidade, simulando exposição a sol e chuva. "A fibra passou por tratamento químico (à base de silicato de sódio e sulfato de alumínio) com a intenção de diminuir a absorção de água e assim diminuir a degradação da fibra".
Extrusão
Para criar o fibrocimento, o pesquisador utilizou um processo chamado extrusão, método alternativo para a produção do material cimentício. Teixeira explica que a máquina, chamada extrusora, contém uma rosca sem fim dividida em três câmaras: mistura, pressão negativa e compressão. Na extremidade da rosca, encontra-se a boquilha, que promove a compactação final da mistura e forma a geometria do produto.
O método de extrusão para criar o fibrocimento é inédito no Brasil.
"Quando se coloca a mistura dos componentes do fibrocimento na extrusora, a rosca sem fim faz a massa fluir sob pressão crescente através das câmaras, forçando-a sair no formato que se desejar, formando o fibrocimento", detalha.
O pesquisador diz que o método foi usado somente para fins acadêmicos, sem pensar em sua adequação para as indústrias, num primeiro momento. "A extrusora normalmente é utilizada na indústria de cerâmica. Na pesquisa, ela foi adaptada para produzir fibrocimento", acrescenta.
A Construção Civil é um dos setores do mercado produtivo que se faz presente em todos os locais; portanto, de grande abrangência e diversificações em suas atividades, apresentando um grande crescimento, pois a formação de pessoal especializado será capaz de atender as necessidades e as exigências do mercado de trabalho nesta área, salvaguardando a integridade física e mental do trabalhador capaz de interagir em situações novas e em constante mutação. Constata-se, assim, a necessidade cada vez maior da formação de profissionais de nível técnico na área de Edificações, possibilitando o exercício de suas atividades, de acordo com as normas legais, para responder às exigências decorrentes das formas de gestão, de novas técnicas e tecnologias e da globalização nas relações econômicas, o que vêm transformando a sociedade. Necessidade, constatada através de consulta no setor produtivo, onde foram efetivados estudos da necessidade de mercado, para elaboração de um currículo sintonizado com o mundo produtivo em constante evolução tecnológica, e qualificação profissional que atenda as peculiaridades regionais e locais está ofertando o curso estruturado de acordo com a legislação da educação profissional e as orientações e as normas reguladoras que regem o referido curso. A habilitação em Edificações, apresentada neste plano, constitui um curso que concentra em seu interior os conhecimentos estruturais do setor de Edificações, desenvolvendo competências não apenas para a execução de obras já existente, como também competência para projetar e executar Projetos, Arquitetônicos, Elétricos, Hidro-Sanitários e Estruturais.
                                                              O Perfil do Profissional
O Técnico em Edificações poderá trabalhar em empresas públicas e privadas, escritórios de projetos da área de construção civil e em Canteiros de obras. Atua no desenvolvimento e executa projetos de edificações conforme normas técnicas de segurança e de acordo com legislação específica. Planeja a execução e elabora orçamento de obras. Presta assistência técnica no estudo e desenvolvimento de projetos e pesquisas tecnológicas na área de edificações. Orienta e coordena a execução de serviços de manutenção de equipamentos e de instalações em edificações. Orienta na assistência técnica para compra, venda e utilização de produtos e equipamentos especializados.

o que é um cadista?

sábado, 15 de janeiro de 2011

Afinal o que é um Cadista? É uma nova profissão que surgiu com o advento da tecnologia. E isto que é motivante, a tecnologia abre a porta para o surgimento de novas necessidades no mercado de trabalho, e consequentemente mais oportunidades. Voltando à profissão Cadista: Surgiu quando os softwares CAD (Computer Aided Design) ou Desenho Auxiliado por Computador foram disseminados para as pequenas e médias empresas, bem como para os escritórios de arquitetura e engenharia. Aqui no Brasil ainda é uma constante em crescimento.
O Cadista é a pessoa responsável por desenhar ou fazer o projeto num software CAD, conforme as especificações do projetista ou engenheiro. Um bom Cadista sabe interpretar desenhos dos mais variados tipos e utilizar alguns softwares CAD. Hoje quando falamos em CAD, estamos falando tanto em softwares para criação de desenhos 2D bem como 3D, e este em plena ascensão.
Sabendo disto, vamos às dicas para ser um bom Cadista:

1 – Aprenda a interpretar e criar desenhos técnicos. Você pode se especializar em desenhos técnicos para mecânica ou arquitetura. Ter a habilidade nas duas áreas é interessante, pois terá a chance de trabalhar em dois ramos distintos. Porém, sempre devemos ter foco no que mais gostamos. Então faça cursos para interpretação de desenho antes de aprender umsoftware CAD. Um curso de Desenho técnico também é interessante e um curso “técnico” permitirá a você aprender além da interpretação de desenho, ou seja, terá condições de subir de posto para projetista, entendendo as necessidades do engenheiro e do projeto que estará trabalhando.
2 – Aprenda profundamente pelo menos um software CAD. Verifique em sua região e na sua área de atuação qual é o software mais utilizado pelas empresas e invista em aprendê-lo. Este investimento começa com bons cursos. Faça um curso básico e se aprofunde com cursos avançados. Consulte também bons materiais didáticos que permitirão a você revisar o assunto que esta estudando. Em grandes centros existem bons cursos, oferecidos pelas próprias revendas de software. A Render possui cursos a distância para o aprendizado de váriossoftwares CAD que vão do básico ao avançado. Esta é uma excelente forma para aprender e se capacitar. Um Cadista geralmente sabe trabalhar bem com o AutoCAD, que é um dos softwaresmais conhecidos na área de arquitetura e civil. Se você partir para o ramo da mecânica, recomendamos saber SolidWorks, Inventor ou outro que é utilizado em sua região. O importante é você conhecer bem o software e ter um certificado sempre é um diferencial.
3 – Treine e Aplique. Para tornar-se um bom Cadista, treine, faça inúmeros desenhos para estar apto a fazê-los com agilidade. Tempo é dinheiro, então quanto mais agilidade ter com osoftware mais projetos vai conseguir entregar. Isto é bom para o seu cliente e bom para você. Ter agilidade não basta, a qualidade é um ponto fundamental para continuar a fazer novos projetos e também para ser indicado para melhores trabalhos, então o treinamento é fundamental. Com isso as dúvidas vão surgindo para as diferentes situações, e você estará cada vez mais apto a novos desafios. Então Treine!
4 – Atualize-se. Um bom Cadista esta atualizado com as novas tecnologias que vão agilizar ainda mais o seu trabalho. Estar atualizado significa que poderá ter um desempenho superior ao de seus “colegas” e terá novas oportunidades. Mas, onde se atualizar? Na sala de Aula, ou através da internet em bons fóruns, ou em bons cursos a distância.

5 – Aumente sua Rede de Relacionamento. Um bom Cadista também tem uma boa rede de relacionamento. Esta rede deve ser composta tanto de clientes como de outros Cadistas para que possa trocar experiência e aprender com eles. Ter um Blog para mostrar trabalhos, usar o Skype, Twitter, estar presente em RHs online são boas alternativas para aumentar a sua Rede. Hoje é possível fazer trabalhos remotos, ou seja, prestar serviços para empresas distantes, recebendo e enviando arquivos pela internet. Como sugestão, acesse a internet e no google digite “Cadista”, você vai encontrar inúmeras referências de vagas para trabalhar. Então, não fique parado, seja um Cadista! Esta profissão é bem promissora.
nois que tá